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  WiMAX nas Telcos Minimize

Índice | 1. Introdução | 2. O Mundo Wireless  |  3. Quem é Quem no WiMAX (Chips & Vendors)  |  4. Certificação de WiMAX  |  5. Regulamentação do Uso de Frequências para o WiMAX   |  6.1 WiMAX no Mundo - Para Provedores de Acesso (WISP)  |  6.2 WiMAX no Mundo - Mercado Corporativo e Governo  |  6.3 WiMAX no Mundo - Nas Telcos  |  7. Visão dos Analistas de Indústrias  |  8. WiMAX e a Competição  |  9. Os Desafios do WiMAX Móvel  |  10. O Importante Papel do WiMAX Forum  |  11. Características Técnicas  |  12. Dimensionamento de Redes WiMAX  |  13. Coletânea de Artigos e Notícias Sobre WiBro | 14. WiMAX & MESH Technology: Esta mistura "dá Samba" | 15. Estratégia da Faixa de 2,5 GHz


 

 6.3 CASOS DE WiMAX NO MUNDO - NAS TELCOS

 

As telcos são as grandes alavancadoras do WiMAX em todo mundo na "primeira onda" de WiMAX. Apesar dos pesares elas têm um "cacife" muito forte para bancar uma tecnologia como WiMAX como "first mover". Isto não invalida algumas ações importantes que existem de ISPs ao redor do mundo em relação ao WiMAX (veja na matéria WiMAX para Provedores de Acesso (WISP) desta Série).
 
O WiMAX começou a ser olhado pelas telcos no mundo há uns 02 anos. Se não estou enganado um dos primeiros trials foi o da BT (British Telecom).
A BT é uma telco à frente do tempo. Hoje em dia é a Operadora no mundo que menos depende de receita de voz  (veja aqui em matéria do conceituado The Economist: The meaning of free speech).
A BT está há anos luz na frente de várias telcos em relação ao tema Convergência. É por isto que ela depende pouco da receita de voz (em torno de 38% apenas).
 
Apesar de vários movimentos de WiMAX, a tecnologia ainda não "massificou" sua penetração nas telcos. Por quê?
Por uma série de fatores:
(1) alto custo de CPE para o mercado residencial;
(2) demora na homologação dos padrões;
(3) demora na certificação dos equipamentos;
(4) morosidade dos Órgãos Reguladores de Telecom entre outros.
Veja mais sobre isto nesta recente matéria:
- WiMax: 'Too slow, too expensive and not enough regulation' do Silicon.com.
Acreditamos que estes fatores estão prejudicando o Mercado de WiMAX no mundo e no Brasil  
 
WiMAX Mundo
 
O WiMAX tem se espalhado em várias Operadoras pelo mundo afora.
Para conhecer os Projetos Pilotos em execução atualmente dê uma olhada nesta matéria do Unstrung: Carrier Trials, 11 de agosto de 2005.
 
WiMAX no Brasil 
 
Pelo fato da tecnologia WiMAX está apenas disponível na sua versão "Nomádica" (padrão IEEE 802.16d) o interesse maior hoje no Brasil pela tecnologia é das Operadoras de Telefonia Fixa. Isto não invalida o aparecimento de alguma Operadora Móvel agregando valor ao seu portfolio de serviços através de algum serviço com esta tecnologia. 
 
No Brasil seguintes Operadoras de Telefonia Fixa já fizeram algum Projeto Piloto com WiMAX:
- Brasil Telecom,
- Telefônica e
- TELEMAR/Oi. 

Brasil Telecom
 
A Operadora de Telefonia Fixa e Móvel Brasil Telecom (BrT) é, juntamente com a EMBRATEL, a incumbente que possui licenças de 3,5 GHz para WiMAX.
A Brasil Telecom também possui licenças de 10,5 GHZ em algumas localidades.
As licenças da BrT foram adquiridas no leilão de PMP da ANATEL em 2003 através da sua controlada Vant.  
A BrT fez dois Projetos Pilotos de WiMAX – um em 2004 e outro em 2005 – para testes de funcionalidades da tecnologia. 
 
Telefônica
 
O primeiro movimento da Telefônica foi iniciar um Projeto Piloto de WiMAX para o mercado Corporativo em Outubro de 2004 na freqüência de Banda Licenciada de 3,5 GHz na cidade de Campinas perto de São Paulo com 10 corporações.
A freqüência de 3,5 GHz foi cedida pela ANATEL (Agência Reguladora de Telecomunicações) especialmente para testes.
 
Entre os clientes corporativos foram selecionados grandes bancos, universidades, hotéis e empresas de porte para testar essa tecnologia de última milha que alcança 50 quilômetros, tem capacidade de 75 Mbps. O investimento neste teste atingiu R$ 1 milhão.
 
A Telefônica tem planos de transformar o WiMax no carro-chefe da sua marca Speedy (ADSL), complementando a cobertura de banda larga das tecnologias ADSL e Wi-Fi e, pensa em utilizar o WiMAX para invadir  Áreas das outras Operadoras de Telefonia Fixa, como Telemar e Brasil Telecom.  
 
O Projeto Piloto estendeu-se até JUL.2005 quando a Telefônica ainda teve a chance de testar a tecnologia de Banda Não Licenciada na freqüência de 5,8 GHz. 
O segundo movimento da Telefônica em relação ao WiMAX foi conduzido pela empresa do grupo na América Latina a Telatam.
 
A Telatam lançou uma RFI (Request for Information) "Sinérgica" em Agosto de 2005 com o objetivo de qualificar 03 fornecedores de WiMAX para toda a América Latina. O resultado desta RFI deverá ser divulgado em breve. 
 
O terceiro movimento da Telefônica foi um processo conduzido pela empresa do grupo Telefônica Empresas para contratação de uma rede de serviços em WiMAX fora do estado de São Paulo – base de operação da Telefônica - em Agosto de 2005.
Participaram no mínimo os vendors Alcatel, Motorola, Siemens, ZTE, Airspan, Aperto Networks (juntamente com o integrador de sistemas COM) e Alvarion (juntamente com o vendor de equipamentos FTD).
 
A Alvarion deve fornecer a infra-estrutura e a prestação dos serviços de Banda Larga sem fio por 12 meses começando em Fevereiro de 2006. No final do período a Telefônica Empresas pode exercer a opção de compra da infra-estrutura do fornecedor.
 
TELEMAR/Oi
O braço móvel da TELEMAR a Operadora Oi é responsável por WiMAX no Grupo TELEMAR. 
 
A OI conduziu um Projeto Piloto entre Novembro e Dezembro de 2005 visando testar as funcionalidades da tecnologia bem como a interface do WiMAX com outras suas ofertas de serviços principalmente o ADSL e o Triple Play (também em fase de Projeto Piloto).
 
Os testes da Oi foram efetuados na banda de freqüência de 3,5 GHz através de licença de testes da ANATEL.
 
A Oi não possui concessão de banda de freqüência para WiMAX.
 
As telcos brasileiras estão bastante interessadas em posicionar-se muito bem no WiMAX. Vocês têm dúvida? A banda de freqüência de 3,5 GHz é muito importante para elas a curto prazo e depois a banda de freqüência de 2,5 GHz será muito importante.
 
Veja um pouco o que elas estão querendo aqui em termos do "cobiçado" leilão da ANATEL – que deverá ocorrer até Julho de 2006:
 
Como a versão hoje disponível de WiMAX é o "Nomádico" acreditamos que os principais players no leilão das "sobras" da banda de 3,5 GHz da Anatel serão prioritariamente as Operadoras de Telefonia Fixa o que não invalida a participação de alguma Operadora de Telefonia Móvel. Em relação a Provedores de Internet não acreditamos na presença deles nas licenças mais cobiçadas do país pois o preço será bem mais alto que o leilão de 2003.
 
Entre os principais players do futuro leilão destacamos:

(1) A Telefônica que considera o WiMAX uma importante tecnologia para "invadir a área" fora da sua região de concessão (São Paulo) e minimizar o efeito predatório que sofre com a concorrência das outras incumbentes no seu negócio de última milha no Mercado corporativo. A Telefônica encerrou um pequeno processo licitatório em Dezembro de 2005 para utilização de uma plataforma de serviços de WiMAX (com direito de compra dos equipamentos no final do contrato)   com tecnologia Alvarion;
 
(2) A TELEMAR/Oi com certeza é um grande player neste leilão. Esta Operadora encerrou em Dezembro de 2005 um Projeto Piloto de 02 meses com a tecnologia da Aperto Networks com o bjetivo de testar as funcionalidades do WiMAX e também a sua interface com outros serviços (p. ex., banda larga em ADSL e triple-play). A TELEMAR/Oi considera nos sesu planos "mixar" o WiMAX com Mesh Technlogy para alguns segmentos de mercado;
 
(3) A GVT anda conversando com os fornecedores de mercado de WiMAX. Acreditamos que a GVT deverá considerar a importância do WiMAX na oferta de serviços convergentes como VoIP desde que ela foi a primeira Operadora brasileira a lançar um serviço de VoIP no Brasil;
 
(4) Brasil Telecom já tem licenças de WiMAX nas principais capitais fora da sua área de concessão (Fortaleza, Recife, Salvador, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo). Ela agora poderia aumentar seu "cacife" de banda em algumas destas áreas e/ou marcar sua presença nas principais capitais da sua área de concessão (atualmente ela já possui banda em Curitiba e Porto Alegre).
 
Eduardo Prado [17/03/2006]

 6.2 Mercado Corporativo e Governo

7. Visão dos Analistas de Indústrias 

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